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blog do laea |
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LAEA (laea@laea.com.br) é consultor de informática e resolveu tornar públicas suas inquietações sobre a condição urbana. Para amenizar, resolveu também escrever sobre as coisas de que gosta (filmes, livros, música) e algumas outras coisas úteis. |
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Filmes de Minha Adolescência
Nas últimas duas semanas resolvi assistir a uns filmes de minha adolescência.
Comecei pelo começo. Ontem vi "The Sound of Music" (de 1965) (me recuso a escrever aquele título ridículo que foi atribuído aqui no Brasil). Adoro a música, a história e os diálogos. Os caras realmente conseguiram colocar em quase 3 horas de filme o que de melhor existe nas técnicas de Holywood da época. E a abertura do filme é digna do Discovery Channel, e um excelente comercial turístico sobre a Áustria.
Depois foi a vez de "Mary Poppins". Para mim não foi melhor do que "The Sound of Music", mas a experiência de misturar gente e desenhos é ótima, e, para mim, foi inédita. E não via a hora de ouvir novamente a música "Supercalifraglisticespiralidoso". Embora eu nunca tenha sido fã de Dick Van Dyke. Nome estranho para os dias de hoje, não?
Coloquei na lista "The Vanishing Point", mas ainda não vi. Foi um filme marcante pois tem um visual pirado, hippie e adulto, algo com o que eu não estava acostumado à época. A trilha sonora é ótima, e intrigante. E o final é inquietante. E, é claro, fiquei com vontade de ter aquele carro, um Dodge Challenger R/T. Anos depois (em 1983) eu dirigi um Dodge Charger R/T, que era o equivalente por essas bandas, mas não foi a mesma coisa. Em 1997 fizeram um filme homônimo, que tem um monte de perseguições de carro, como o de 1971, mas a motivação do cara para correr é outra.
Também será visto "Electra Glide in Blue". É um outro filme inquietante, sobre um ex-soldado do Vietnam que se torna patrulheiro rodoviário (sobre moto) acho que no Arizona. Ele é complexado por ser baixinho. A frase do filme é "Você sabia que eu e Alan Ladd temos a mesma altura?". Eu assisti quando tinha 18 anos. O personagem principal toma diariamente pílulas de cevada e ovo cru. Eu, que na época era MUITO magro, e queria crescer, o que não consegui, comecei a comer ovo cru no café-da-manhã. Mas durou pouco. O ator principal é Robert Blake, o cara que fazia "Baretta", um seriado que eu assistia na TV, de um detetive, mestre em disfarces e muito politicamente incorreto, que criava uma cacatua no apartamento. Anos depois ele foi preso e julgado pela morte da mulher. Electra Glide é o nome do modelo da moto Harley-Davidson que ele dirige no filme. O "Blue" acho que tanto pode ser o céu do Arizona como a cor da farda policial. A cena final é inesquecível.
Estou procurando nas locadoras dois filmes que vi, acho, em 1973. Vi no Cinema Coliseu (que não existe mais e hoje é uma loja de móveis), numa "Semana de Ficção Científica". Cada dia tinha um filme. Eu fui nos cinco dias, mas só lembro de três filmes. Um deles foi "Colossus - The Forbin Project". Outro foi "The Illustrated Man". E outro foi "2001 - A Space Odissey". O cinema ficava em Casa Amarela, perto de onde moro hoje e , nessa época, eu morava em Olinda, de modo que essa ida ao cinema me tomava umas seis horas de ausência, no mínimo.
No dia que vi "2001", ao voltar para casa, já no início da noite, ao dobrar a esquina, vi um movimento de gente fora do comum em frente de minha casa. Quando cheguei perto eu soube que toda a rua (incluindo minha mãe, que não esquece disso até hoje, e meus irmãos) haviam visto um disco voador pairando sobre a casa, por diversos minutos, que depois sumiu em meio às nuvens. E eu vendo "2001" no cinema perdi meu contato imediato. No dia seguinte os jornais diziam que tinha sido um balão meteorológico.
"Colossus - The Forbin Project" é a história de um super-computador, construído pelos USA, para detectar ataques nucleares e enviar respostas, sem intervenção humana. Ele adquire consciência e se conecta com seu similar soviético, passando a controlar o mundo. História interessante e inédita à época. O computador tem até cameras de vídeo, por meio das quais controla o prédio onde está sua unidade de controle. Lembro-me da cena onde o cientista-chefe vai dormir com a namorada e o computador o obriga a tirar toda a roupa, para não levar para o quarto nada comprometedor à segurança. Como o cientista está com um relógio no pulso, o computador diz "mas você não nasceu de relógio". O final é típico da época.
Aliás, finais como o desse filme eram muito comuns, pois vivíamos sob o medo de uma hecatombe nuclear. E os filmes refletiam esse mêdo. “The Omega Man” (“A Última Esperança da Terra”), com Charlton Heston, é um exemplo. Depois foi refilmado com Will Smith, mas não sei o final deste pois ainda não o vi.
"The Illustrated Man" é uma história MUITO estranha de um cara que tem todo o corpo tatuado, o que provoca alucinações em quem fita os desenhos. No filme, ele está à procura da mulher que o tatuou. É uma história de Ray Bradbury, o Moderno Poe, donde se explica sua estranheza.
Tentei achar dois filmes água-com-açúcar que fizeram as meninas chorar na época, mas não consegui.
"Sunshine" é a história de uma jovem que tem cancer na perna e resolve morrer em vez de amputá-la. Mas antes compra um gravador e deixa montes de fitas para a filha recém-nascida. A frase famosa: "Hello tape recorder. Can you hear me?". Trilha sonora de John Denver, que embalou muitas festas e namoros da época. "Country roads take me home to the place I belong" e "Sunshine on my shoulders makes me happy". Muitos anos depois fizeram um filme similar, com Michael Keaton, mas ele usa uma câmera de vídeo.
“Jeremy” (aqui passou como "Susan e Jeremy") é a história de dois adolecentes (acho que 16, 17 anos) que se apaixonam e chegam a fazer sexo, o que era uma coisa inédita na época. Nota para a música “Hourglass” ("I have a blue baloon, etc").
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