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LAEA (laea@laea.com.br) é consultor de informática e resolveu tornar públicas suas inquietações sobre a condição urbana. Para amenizar, resolveu também escrever sobre as coisas de que gosta (filmes, livros, música) e algumas outras coisas úteis. |
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Vulnerabilidade no Protocolo de Segurança WPA2 Usando o “Buraco 196”,
um usuário interno, autorizado, pode decodificar dados privados de outros, inserir tráfego malicioso na rede e comprometer outros
dispositivos autorizados usando um software “open source”, numa ação conhecida
como “homem no meio” (“man in the
middle”). O pesquisador que
descobriu o “Buraco 196”, Md Sohail Ahmad, gerente de tecnologia da AirTight, pretende demonstrar essa vulnerabilidade em
duas conferências que serão relizadas em Las Vegas na próxima semana: a “Black Hat
Arsenal” e a “DEF CON 18”. A variante do padrão
AES (“Advanced Encryption
Standard”) na qual o WPA2 é baseado não foi quebrada e não há a necessidade de
usar técnicas de “força bruta” para explorar a vulnerabilidade, disse o
técnico. Na verdade, uma característica do padrão que permite a todos os “clients” receberem tráfego broadcast do AP (“access point”)
usando uma chave compartilhada cria a vulnerabilidade quando um usuário
autorizado usa essa chave compartilhada em reverso e envia pacotes criptografados
falsificados usando a chave compartilhada. Em detalhe, a coisa é
explicada dessa forma. O WPA2 usa dois tipos de chave. Uma, a PTK (“Pairwise Transient Key”), que é única para cada “client”,
é usada para proteger o tráfego entre o “client” e o
AP. Outra, a GTK (“Group Temporal Key”),
é usada para proteger o tráfego “broadcast”, enviado para múltiplos “clients” na rede. A chave PTK é capaz de detectar
falsificação de pacotes (endereço e dados). A chave GTK não tem essa
propriedade, segundo o padrão IEEE 802.11, e é essa declaração que leva à
vulnerabilidade. Já que um “client” tem o protocolo GTK para receber o tráfego “broadcast”,
o usuário desse dispositivo “client” pode explorar fazer
uso disso para gerar seus próprios pacotes de “broadcast”. A partir disso, os
outros “clients” irão responder com seus próprios endereços
(“MAC Addresses”) e suas informações privadas. Admad
disse que são necessárias apenas cerca de dez linhas de código, no software “open
source” MadWiFi (um driver), que é disponível livremente na Internet, e uma
interface genérica, para que ele seja capaz de falsificar os pacotes, fazendo
com que os “clients” acreditem que estão sendo
enviados pelo AP. A partir disso, o
usuário interno pode derrubar todo o tráfego, realizar um ataque DoS (“denial
of service”) ou se
apresentar como o gateway. A capacidade de explorar a vulnerabilidade é
restrita a usuários autorizados, diz Admad. No
entanto, os estudos com segurança continuam mostrando que as brechas de
segurança internas seguem sendo a maior fonte de perdas para a
empresas, seja por funcionários insatisfeitos ou por espiões. E o que pode ser feito
sobre o “Buraco 196”? Segundo o arquiteto de
redes sem-fio da AirTight, “não
existe nada no padrão que possa ser atualizado para consertar isso”. Ele
descreve o “Buraco 196” como “uma vulnerabilidade imediata que cria uma janela
de oportunidade para exploração”. | ||||